Associação 289

 

A Associação 289 é uma entidade sem fins lucrativos que tem como objectivo contribuir para a promoção e divulgação das Artes Visuais e outras manifestações de carácter artístico no contexto da região do Algarve, onde está instalada, mas também, sempre que possível, em todo o País e no estrangeiro, bem como defender os interesses dos seus associados e artistas. Para a prossecução dos seus fins a Associação propõe-se organizar mostras e exposições; divulgar e promover os trabalhos dos seus associados e de outros artistas; realizar workshops, colóquios e debates sobre assuntos relacionados com as Artes Visuais e outras manifestações de carácter artístico, bem como outros temas de cultura geral; promover iniciativas de índole cultural, com o propósito de sensibilizar a opinião pública para a Arte; divulgar por diversos meios os artistas e a Arte e estabelecer e manter protocolos e parcerias com associações e outras organizações de natureza cultural, nacionais ou internacionais.

 

A Associação 289 apresentou-se pela primeira vez ao público no dia 18 de Novembro de 2017 dando a conhecer o seu espaço no Sítio das Pontes de Marchil em Faro.

 

PRÓXIMA EXPOSIÇÃO NA ASSOCIAÇÃO 289: Observatório: olhar rente ao chão

 

DE SUSANA SOARES PINTO E SUSANA DE MEDEIROS - INAUGURAÇÃO 24 DE SETEMBRO, PELAS 17H

Observatório: olhar rente ao chão

 

24 Setembro - 15 Outubro

 

As artistas plásticas Susana Soares Pinto e Susana de Medeiros encontraram-se no Porto. Partilham o facto de terem ambas viajado, no âmbito das suas pesquisas artísticas e académicas, até ao hemisfério Sul, elegendo um país com o qual têm uma relação particular: o Chile. Susana Soares Pinto rumou a Norte, ao deserto do Atacama, e Susana de Medeiros deslocou-se ao Sul, às regiões de Biobío, Araucania, Los Rios e Los Lagos. Estávamos no período que antecedeu a pandemia (Covid 19) e imediatamente depois do mês de Outubro de 2019, mês que marcou o início de uma série de contestações sociais em todo o território chileno, um longo processo que culminou na redacção de uma nova constituição por uma assembleia eleita em 2021, composta por 154 membros e com a participação dos povos indígenas. O projecto da nova constituição foi no entanto recentemente recusado por via de um referendo nacional.

As questões que as artistas levantam nesta exposição, patente de 24 de Setembro a 15 de Outubro, no espaço do Solar das Pontes de Marchil, sede da Associação 289, remetem para a nossa relação com o solo, resultando daí o título de Observatório: olhar rente ao chão. O solo, essa estreita faixa da crosta terrestre a que Bruno Latour dá o nome de zona crítica e que permite a germinação das sementes na escuridão e a existência dos micélios benéficos para os ecossistemas. É nesse mundo subterrâneo, onde correm lençóis freáticos, que se estratificam os tão desejados minérios.

Ambas as artistas, embora com abordagens diferentes, de natureza poética mas também política, reflectem sobre o mundo-casa - o oykos - o único espaço onde conseguimos, por enquanto, viver como humanos, interrogando-se sobre as consequências da aceleração na exploração dos recursos naturais (muito visível e acentuada nos últimos 60 anos), motivada por um exponencial crescimento populacional e que fizeram acelerar o investimento industrial e tecnológico com enormes consequências socioeconómicas e um preocupante impacto no mundo natural. Susana Soares Pinto e Susana de Medeiros questionam-se sobre o papel do artista perante este agora.

As peças que apresentam - vídeos, desenhos, esculturas - potenciam uma reflexão sobre o conceito de natureza e sobre a relação entre o arcaico e o tecnológico. A natureza aqui não é vista como inerte ou exterior ao humano, fazendo eco não só das cosmovisões dos povos originários do Chile, mas de muitos outros povos que habitam no planeta. Logo, a exposição reflecte também sobre o território algarvio, o qual, no hemisfério norte, se situa em termos cartográficos numa latitude espelhada em relação a alguns territórios da região de Bio-bío, no hemisfério sul.

Ficam as questões: Estará para vir de forma eminente uma mudança transformadora, persistente nos ecossistemas existentes na Terra que nos obrigue a operar dentro de uma outra lógica sistémica? Será possível pensar um paradigma motivado por um reparar e cuidar num futuro próximo? Que outro comum criaremos? Como têm traduzido os artistas estas preocupações?

Susana Soares Pinto é residente no Porto. Artista e investigadora. Licenciada em Artes Plásticas - Multimédia na FBAUP em 2013 e mestre em Práticas Artísticas e Contemporâneas em 2015. Termina o doutoramento em Artes Plásticas na mesma Faculdade com o título Olhar o chão: a artista entre margens, da arte ao extrativismo.

Susana de Medeiros é residente no Algarve. Artista e professora. Licenciada em Direito (Universidade de Coimbra) e em Artes Plásticas (ESAD-CR), frequenta o doutoramento em Artes Plásticas na FBAUP.

 

A EXPOSIÇÃO PODERÁ SER VISITADA DE QUINTA A DOMINGO, ENTRE AS 15:00 E AS 19:00H

Emergente II - Fábrica da Cerveja, Faro

O programa Emergente, lançado em 2020 pelo Município de Faro e pelo Teatro das Figuras, visou apoiar directamente artistas durante a Pandemia da Covid-19.  A pertinência do programa levou à organização de um segundo ciclo, continuando a fornecer os recursos necessários para a produção de trabalhos artísticos com forte ligação ao território, nomeadamente a Faro e ao Algarve.

 

A exposição colectiva “Emergente II”, com a curadoria da Associação 289, apresenta o resultado do segundo ciclo, começado em 2021, contando com um colectivo multidisciplinar de artistas seleccionados pelo programa.

 

“Emergente II” estará patente de 29 de Agosto

a 30 de Setembro na Fábrica da Cerveja em Faro.

 

Artistas:

 

Ana Leonor Rocha

André Sancho

Boris Chimp 504

Fabiana Simões

Joana Costa

João Pedro Viegas

João R. Ferreira

Leandro Marcos

Margarida Soares

Mateus Verde

Policromia Associação Cultural