Associação 289

 

A Associação 289 é uma entidade sem fins lucrativos que tem como objectivo contribuir para a promoção e divulgação das Artes Visuais e outras manifestações de carácter artístico no contexto da região do Algarve, onde está instalada, mas também, sempre que possível, em todo o País e no estrangeiro, bem como defender os interesses dos seus associados e artistas. Para a prossecução dos seus fins a Associação propõe-se organizar mostras e exposições; divulgar e promover os trabalhos dos seus associados e de outros artistas; realizar workshops, colóquios e debates sobre assuntos relacionados com as Artes Visuais e outras manifestações de carácter artístico, bem como outros temas de cultura geral; promover iniciativas de índole cultural, com o propósito de sensibilizar a opinião pública para a Arte; divulgar por diversos meios os artistas e a Arte e estabelecer e manter protocolos e parcerias com associações e outras organizações de natureza cultural, nacionais ou internacionais.

 

A Associação 289 apresentou-se pela primeira vez ao público no dia 18 de Novembro de 2017 dando a conhecer o seu espaço no Sítio das Pontes de Marchil em Faro.

 

NUVENS DE RUÍDO

 

29 de Outubro a 4 de Dezembro

 

“Nuvens de Ruído” surge de uma procura através do desenho

multidisciplinar, do ruído, da harmonia e do silêncio. (…) A pulsão que levou à origem desta exposição e ao título da mesma, surge da ideia de velocidade - a forma como as sociedades contemporâneas vivem, dos movimentos das grandes cidades e dos enormes rizomas de comunicação existentes actualmente. (…) O spleen presente na obra literária de Baudelaire é um conceito importante para compreender a exposição “Nuvens de Ruído”, particularmente o poema em prosa, O Estrangeiro, presente em O spleen de Paris: pequenos poemas em prosa – quando o autor refere que a personagem não se enquadra em nenhuma instituição social (família, amizade, nação, beleza e dinheiro) imposta pelos dogmas da sociedade, o senhor que o questiona, acusa-o de ser um «Estrangeiro fora do comum.» e pergunta-lhe «Afinal não gosta

de nada?», a personagem responde «Gosto das nuvens… das

nuvens que passam longe… Das nuvens inacreditáveis!» (Baudelaire C., 1821-1867). Por vezes, não temos tempo para olharmos as nuvens, para observar a própria passagem do tempo, o mundo em que vivemos exige-nos um ritmo frenético, não paramos, o próprio tempo é uma ideia criada em prol das necessidades da sociedade, mas não do indivíduo; estamos demasiado ocupados para observar «as nuvens inacreditáveis». A localização da exposição, bem como, o espaço arquitectónico que a acolhe, contém particularidades interessantes para a realização de “Nuvens de Ruído”, embora se localize perto de uma cidade, com um centro comercial nas proximidades e muito tráfego, é possível encontrar um refúgio na Associação 289 – como uma nuvem num ruído. A exposição surge assim como um convite ao observador, para disfrutar da acalmia da vida num mundo

cheio.”

 

Joana R. Sá nasceu em Mirandela, no entanto passou grande

parte da sua vida em Faro, cidade onde completou os seus estudos

na Licenciatura em Artes Visuais e, na Pós-Graduação em Artes

Visuais e Performativas na Universidade do Algarve. Actualmente

reside e trabalha no Porto, local onde se formou no Mestrado em

Artes Plásticas – Especialização em Desenho na Faculdade de

Belas Artes da Universidade do Porto, com o projecto «Lapso: o

desvio na imagem.». Participou em várias exposições desde 2013,

a destacar a “289 – Um Projecto de Pedro Cabrita Reis” na

Associação 289 em Faro (2018), “Noroeste- Sudeste: Novas

Perspetivas em Desenho” na Fundação Júlio Resende: No Lugar do

Desenho no Porto (2019) e Synchronicity na Plataforma Revólver

em Lisboa (2022). O trabalho de Joana R. Sá desenvolve-se em

torno do desenho, explora temas como o desvio, o gesto e a

memória, conceitos que deram origem a metáforas entre o Homem

e a Máquina; o desenho e o código, o orgânico e o mecânico.

 

 

A EXPOSIÇÃO PODE SER VISITADA DE QUINTA A DOMINGO, ENTRE AS 15:00 E AS 19:00H

Emergente II - Fábrica da Cerveja, Faro

O programa Emergente, lançado em 2020 pelo Município de Faro e pelo Teatro das Figuras, visou apoiar directamente artistas durante a Pandemia da Covid-19.  A pertinência do programa levou à organização de um segundo ciclo, continuando a fornecer os recursos necessários para a produção de trabalhos artísticos com forte ligação ao território, nomeadamente a Faro e ao Algarve.

 

A exposição colectiva “Emergente II”, com a curadoria da Associação 289, apresenta o resultado do segundo ciclo, começado em 2021, contando com um colectivo multidisciplinar de artistas seleccionados pelo programa.

 

“Emergente II” estará patente de 29 de Agosto

a 30 de Setembro na Fábrica da Cerveja em Faro.

 

Artistas:

 

Ana Leonor Rocha

André Sancho

Boris Chimp 504

Fabiana Simões

Joana Costa

João Pedro Viegas

João R. Ferreira

Leandro Marcos

Margarida Soares

Mateus Verde

Policromia Associação Cultural